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Crédito chega esta semana, mas empresas temem demora

Na semana em que as linhas de crédito de 3 mil milhões de euros lançadas para apoiar as empresas afetadas pelo coronavírus deverão ficar disponíveis no sistema bancário, são muitas as dúvidas que ainda não foram esclarecidas pelo Governo.   As linhas de crédito lançadas pelo Governo para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus vão estar disponíveis nos bancos a partir desta semana, mas são muitas as incertezas quanto às suas condições e aos requisitos de acesso a estes financiamentos. Ao mesmo tempo, as empresas estão preocupadas quanto ao tempo que a banca demora para decidir a concessão de créditos. Em causa estão quatro linhas (para as empresas de turismo, restauração e indústrias têxtil, calçado, extrativas e fileira da madeira), num total de 3 mil milhões de euros. Estas juntam-se a outras duas já lançadas: uma de 200 milhões destinada às empresas de qualquer setor e outra de 60 milhões, para conceder microcrédito às pequenas empresas do turismo. Só essas duas iniciais é que têm já definidas as condições gerais de acesso e de financiamento.   Quanto às restantes, o Governo diz que terão condições mais favoráveis do que as anteriores, sobretudo no que diz respeito aos custos para as empresas, mas os detalhes de cada uma destas linhas ainda não foram publicados.   Alguns, contudo já são conhecidos. Segundo o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, o Governo vai impor um limite ao "spread" que os bancos poderão cobrar às empresas. Esse "spread", esclareceu por seu lado o primeiro-ministro, em entrevista à TVI, vai variar entre 1% e 1,5%, consoante a maturidade do empréstimo seja de um ano ou de mais de três anos.   Os empréstimos vão beneficiar de garantias estatais de 80% a 90% do capital concedido. A dimensão da garantia vai variar consoante o valor do empréstimo e a garantia máxima, de acordo com Siza Vieira, destina-se apenas aos empréstimos às micro e pequenas empresas. O limite foi imposto pela Comissão Europeia, que pretende que os bancos sejam obrigados a assumir algum risco e não utilizem as verbas disponibilizadas no âmbito destas linhas para refinanciar crédito malparado.   Quanto aos requisitos que terão de ser cumpridos, as empresas que queiram aceder a estas linhas de crédito terão de manter o nível de emprego que registavam a 1 de fevereiro. Continua sem ser esclarecido se, para este efeito, serão considerados apenas os trabalhadores com contratos sem termo ou se também serão contabilizados os contratos a termo e trabalhadores a recibos verdes.   Na segunda-feira, Siza Vieira avançou que as quatro linhas de crédito "chegarão ao sistema bancário amanhã ou depois", ou seja, no limite, estariam disponíveis esta quarta-feira. O Negócios questionou vários bancos sobre quando é que as linhas estarão disponíveis e nenhum soube responder; alguns dizem mesmo que as condições das mesmas ainda não são sequer conhecidas pela banca.   Já as empresas temem o tempo de aprovação dos pedidos. "Se os bancos demorarem 30 dias a tomar a decisão, não há liquidez no fim de abril", prevê o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) esclarece que, no caso da linha Capitalizar Covid-19, uma das duas já disponíveis, a resposta pode ser dada em 24 horas, mas, "atendendo à situação da empresa, pode demorar três dias". Os restantes bancos não responderam ao Negócios.  

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